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postado por Wilson Duarte no dia 27.03 arquivado em #beyoncé

A adolescente americana Ebony Banks morreu, neste domingo, apenas quatro dias após receber uma ligação de Beyoncé. A jovem, que sofria de câncer e estava em estágio terminal, tinha o sonho de conhecer a cantora. Após um campanha na internet, Queen B fez uma videochamada para falar com a menina doente. A história virou destaque na imprensa internacional e comoveu o mundo.

A informação da morte de Ebony foi dada por funcionários do hospital onde ela estava internada. Ainda no domingo, parentes e amigos se reuniram em uma vigília no estádio LeRoy Crump, em Houston, cidade onde nasceu Beyoncé, numa cerimônia em memória da estudante.

Para realizar o sonho, as amigas de Ebony lançaram a campanha #EbobmeetsBeyonce nas redes sociais na última semana. De fato, a hashtag, que significa “Ebob conhece Beyoncé”, se alastrou pela internet. Na última quarta-feira, Beyoncé atendeu ao pedido, fazendo uma ligação pelo FaceTime.

No vídeo, Bey acena para Ebob, como ela é chamada, e diz as três palavras que, instantaneamente, vieram acompanhadas de um grande sorriso no rosto da jovem: “Eu te amo”. E Ebony responde: “Também te amo, Beyoncé”.

Ebony ficou internada durante boa parte do seu último ano no ensino médio. No entanto, isso não interrompeu os seus estudos e, na semana passada, a jovem teve uma formatura antecipada. O perfil da escola no Twitter também ajudou na campanha da estudante para que ela pudesse realizar seu último desejo.

Além disso, a escola também agradeceu a ajuda de todos para tornar o sonho da aluna realidade: “Obrigado a todos que ajudaram #EbobmeetsBeyonce @Beyonce”. Uma das estudantes também se manifestou, comemorando a conquista e reafirmando seu amor pela escola.


postado por Wilson Duarte no dia 24.02 arquivado em #beyoncé

O atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, encerrou a proteção federal implementada na era Obama que permitia aos estudantes transgêneros de usar os banheiros coincidindo com o sexo com o qual eles se identificam.

Em um post do Facebook escrito nesta quinta-feira, logo após a ação conjunta do Departamento de Justiça e Educação, Beyoncé publicou a mensagem: “Estudantes #LGBTQ precisam saber que têm nosso apoio”, juntamente com uma hashtag #protecttransyouth (proteger a juventude trans).

Ela também incluiu um link para GLSEN, uma organização de educação nacional que ajuda a garantir escolas para todas as crianças, independentemente da orientação sexual ou identidade de gênero.

Beyoncé junta-se a um grupo crescente de celebridades, incluindo Janet Mock e Ellen DeGeneres que estão se manifestando após a decisão do governo Trump de acabar com as proteções.

A diretora executiva da GLSEN, Dr. Eliza Byard, disse ao The Huffington Post que a organização estava “emocionada” por receber o apoio de Beyoncé.

“Estamos tão entusiasmados que Beyoncé está de pé com a juventude trans, juntando-se a nossa campanha neste momento tão difícil”, disse Byard. “Há muita confusão e medo lá fora. Beyoncé tem o poder exclusivo para cortar esse ruído e entregar uma mensagem crucial de amor e apoio à toda a juventude trans. Obrigado, Beyoncé. Eu não aguento mais esperar pra contar para as minhas filhas sobre seu apoio!”, comemora Eliza Byard.

Uma série de democratas manifestaram oposição ao movimento, dizendo que incentivaria a discriminação, embora a administração Trump tenha prometido que ainda protegeria todos os alunos das escolas públicas.

No ano passado, cidadãos LGBTQ do estado da Carolina do Norte já tinham perdido esses mesmos direitos que valiam para todo território nacional antes da chegada de Trump ao poder. Durante shows da Formation Tour na Carolina do Norte, Beyoncé divulgou em seu site oficial uma nota de repúdio ao HB2 — também conhecido como “projeto de lei do banheiro”.


postado por Rafaella Silveira no dia 17.02 arquivado em #beyoncé

Recentemente, Myles E. Johnson escreveu uma matéria com o título ‘O que a Beyoncé ganhou foi maior que um Grammy’ na sessão de opiniões no jornal mais importante do mundo The New York Times e, como forma de agradecimento, Beyoncé o enviou flores.

Confira nossa tradução deste maravilhoso artigo a seguir:

Os negros têm grande imaginação, não apenas nas artes, mas na vida cotidiana. Nós nos imaginávamos como família, quando fomos tratados como propriedade. Imaginamos equidade e liberdade, quando raramente experimentamos isso. Imaginamos um Deus generoso e amoroso quando, muitas vezes, parece que existe um Deus que não ama as pessoas negras tanto quanto nós o amamos nas manhãs de domingo.

Em sua performance no Grammy, que teve pessoas em todo o país falando disso a noite toda de domingo e segunda-feira, Beyoncé mostrou sua imaginação. Ela se apropriou das imagens europeias da Virgem e conjurou outras imagens de Orixás africanos como Oxum. Ela comemorou sua gravidez e reuniu inúmeras mulheres negras no palco com poemas de Warsan Shire que preenchiam o ar. A performance terminou com muitas mãos negras saudando Beyoncé, enquanto ela sorria para a câmera como uma Mona Lisa negra. Não era apenas o sorriso de uma artista satisfeita, mas o sorriso de alguém que sabia que tinha acabado de ganhar.

Quando o Grammy de Álbum do Ano foi concedido a Adele, fiquei surpreso que tantas pessoas ficaram desapontadas. Pensei em minha mãe que me falava inúmeras vezes que eu deveria trabalhar duro duas vezes mais para conseguir metade do que um branco receberia. Pensei nas observações francas de Beyoncé sobre perder o show popular de competição de talentos Star Search, que poderia ter dado a ela seu estrelato mainstream quando ela ainda era uma criança.

“Você pode realmente trabalhar super duro e dar tudo o que você tem, e perder. Foi a melhor mensagem para mim”, disse ela. “A realidade é que, às vezes, você perde. E você nunca é bom demais para perder. Você nunca é grande demais para perder. Você nunca é inteligente demais para perder. Acontece e acontece quando precisa acontecer.”

Os negros que fazem trabalhos transgressivos ou radicais devem redefinir e re-imaginar o que é ganhar numa cultura capitalista de supremacia branca. A indústria da música é largamente dirigida por homens brancos, e são eles que decidem quais artistas, gêneros e tópicos devem ser validados e financiados e, quais devem ser apagados ou alterados.

Trabalho que recebe financiamento e apoio é muitas vezes trabalho que atende uma audiência branca. Se você criar um trabalho que não se atenta a isso, você não está simplesmente criando um produto arriscado, você está se posicionando como um oponente às instituições brancas e aos modelos de negócios.

Se você é uma pessoa negra que não tenta ser palatável para uma audiência branca, mas ao invés disso se concentra na própria cultura e experiência, isso é visto como um ato transgressivo. Se você é uma mulher que não tenta fazer um trabalho que é atraente para o público masculino, isso também é visto como um ato transgressivo.

Ser premiado por sua arte é legal, mas quando você centra pensamentos femininos negros e estética radicais como Beyoncé fez com Lemonade, você não vai ser recompensado pelo mesmo sistema que você está subvertendo.

Lemonade não traduziu feminilidade negra para uma audiência branca. Lemonade contou uma história sobre uma mulher negra a outras mulheres negras, e não explicou essas experiências para deixar pessoas brancas mais confortáveis.

Historicamente, a brancura não recompensa a provocação negra. Certamente sabemos que uma cultura que esqueceu Zora Neale Hurston, até que Alice Walker a devolveu a glória em seu trabalho, não recompensaria Beyoncé. A cultura americana tem castigado os negros que fazem um trabalho que explora as narrativas negras sem considerar o olhar de um consumidor branco. Certamente sabemos que uma cultura que esqueceu a diretora Julie Dash (Daughters of the Dust), antes de Beyoncé preservar suas imagens em Lemonade, não recompensaria Beyoncé.

E eu suspeito que nós sabemos que uma pessoa negra radical nunca será recompensada se houver opções mais seguras, mais brancas, mais apolíticas. Beyoncé não perdeu; ela foi punida por uma imaginação feminista negra radical que era mais do que os brancos na indústria da música conseguiriam lidar, ou estavam interessados em consumir. Ela não iria receber um prêmio por um álbum que os jurados brancos do Grammy não poderiam cantar junto.

Momentos após o término do Grammy, DJ Khaled lançou uma música chamada “Shining”, com participações de Beyoncé e Jay-Z. Nela, Beyoncé canta, “Tudo isso ganhando. Eu estive perdendo a cabeça.” Ouvindo essas palavras, lembro-me do discurso de Beyoncé para o prêmio de Melhor Álbum Urbano Contemporâneo, entregue muito antes do Álbum do Ano ter sido anunciado. Foi um discurso que Beyoncé provavelmente teria guardado se acreditasse que tinha alguma chance de lutar para ganhar o maior prêmio da noite. Foi um discurso que foi lido como a tese final do Lemonade, e como um comentário sociopolítico sobre sua intenção artística e o status do mundo.

“Minha intenção para o filme e álbum era criar um corpo de trabalho que daria voz para sua dor, nossas lutas, nossas trevas e nossa história”, disse ela. “É importante pra mim mostrar imagens aos meus filhos que refletem sua beleza, para que eles possam crescer em um mundo onde eles se olham no espelho, primeiro através da própria família — bem como no noticiário, no Super Bowl, nas Olimpíadas, na Casa Branca e no Grammys — e vejam a si mesmos.” Beyoncé leu estas palavras e sorriu. Ela sabia como essas coisas funcionam. Talvez ela já tivesse reimaginado ter ganho para si mesma como uma mulher negra. Talvez ela soubesse que a vitória estava no fato de que quando todos os olhos estavam voltados pra ela, ela decidiu não tornar-se mais palatável para os espectadores brancos. Em vez disso, ela deixou sua imaginação servir seus objetivos, sua filha e sua comunidade.

Ao fazer isso, ela mudou a vida de inúmeros espectadores negros e subverteu uma tradição há muito tempo dominada por executivos brancos e gosto branco. Essa é uma vitória que não se coloca em uma prateleira. É uma vitória que uma artista pode desfrutar pelo resto de sua carreira, sabendo que sua arte mudou o mundo.


postado por Rafaella Silveira no dia 15.02 arquivado em #beyoncé

A performance de Beyoncé no Grammy Awards 2017 trouxe muito mais reflexões do que o esperado. A trajetória dessa cantora, além de construir seu legado, vem consolidando importantes aprendizados e lições para as novas gerações. A bandeira que Beyoncé vem levantando, utilizando-se de sua influência global, vem se tornando forte e notável.

Após “revelar-se” negra no álbum visual, Beyoncé revela-se mulher. Embora tenha trabalhado sua sensualidade e poder feminino a carreira toda, e ter curtido sua primeira maternidade em 2011/2012, ela agora mergulha no conceito do sagrado feminino.

Como uma Virgem Maria (nada mais justo, uma vez que já foi diva, rainha, agora só resta ser deusa), ela expõe um barrigão e faz uma performance inteira cultuando o que uma vez, num passado distante, antes desse câncer chamado patriarcado instaurar-se e deturpar nossas mentes, já havia sido considerado divino: o poder da mulher de gerar vida.

Falar de uma artista tão completa e perfeccionista como a Beyoncé é difícil, pois cada um pode interpretar suas apresentações de uma forma diferente.

Com foco em Oxum, Orixá da fertilidade e do amor, Beyoncé pede por proteção, já que a deusa africana é também a protetora das gestantes. Ela que sofreu aborto espontâneo antes de conceber Blue Ivy, hoje encontra-se grávida de gêmeos e está partilhando dessa gratidão.

Ao mesmo tempo em que retrata uma ancestral divinizada africana, Beyoncé com adorno na cabeça lembra as santas católicas, fazendo referência a Nossa Senhora Aparecida, que em religiões afrodescendentes é representada por Oxum.

Enquanto os visuais exibem Beyoncé com uma auréola e mulheres se aproximam, é narrado “Sua mãe é uma mulher e mulheres como ela não podem ser contidas”, fazendo relação com os dizeres ‘incontida e devoção’ no vestido dela, mencionando que assim como a mãe Tina, Beyoncé também é devota e poderosa, capaz de reunir várias mulheres empoderadas, retratando a força e união do sexo feminino.

Ainda sobre o vestido, no centro da barriga há um medalhão com o retrato formado à semelhança de Beyoncé, acompanhada por dois querubins vestidos com uma planta trepadeira, chamada ivy, em inglês. Então, sim, basicamente é um retrato da família bordado na frente do vestido.

Além disso, Peter Dundas, o estilista, inspirou-se nas criações simbolistas do pintor austríaco Gustav Klimt e nos motivos art déco do francês Erté.

A santa ceia também foi retratada na performance, mas diferente de tudo que já vimos, ela foi composta integralmente por mulheres, trazendo a questão do feminismo à tona em mais um trabalho.

Portanto, concluímos que o sincretismo se faz presente nessa apresentação. É por essas e outras que Beyoncé é tão completa e considerada a mais influente da atualidade. Não trata-se apenas de uma apresentação, é A apresentação. E quanto mais a gente procura, mais a gente encontra. Ela consegue trabalhar a semiótica como ninguém mais.

Numa análise histórica, a mulher foi uma vez cultuada, sendo considerada imagem divina, até que surge o patriarcado e transforma a mulher em algo subjugado, bem como a gravidez uma fraqueza, algo a se envergonhar; prova disso é hoje em dia quererem pagar menos a uma mulher por ela engravidar, e por isso “produzir menos” ou ainda a ridícula lei que tramita no Congresso Nacional que proíbe a amamentação em público, em nome do ‘pudor social’.

Ignorando a cobrança por artistas padronizadas, hiperssexualizadas, que cativem o público com seu rebolado (o que ela faz e muito bem), Beyoncé simplesmente cantou e mostrou o quão dona do seu corpo e de si mesma ela é. Sem vergonha por ter um barrigão, sem pudor de suas novas curvas, Beyoncé pisa naquilo que o machismo, principal ferramenta do sistema patriarcal, vem construindo nos últimos milênios.

Pois é, por descuido ou menosprezo do sistema opressor, permitiu-se que uma das maiores artistas de nossa geração fosse uma mulher negra. Agora, a principal consequência disso será sentida pela estrutura: o empoderamento das massas! Bom saber que temos na praça artistas que, além de nos entreter, problematizam e trazem ensinamentos para as novas gerações. Que mais pessoas se abram para esse novo evangelho. Amém, santa Beyoncé!

Esse texto teve colaboração de Ian Melo e Taís Santos.


postado por Fernando J. no dia 15.02 arquivado em #beyoncé

No último domingo, dia 12,  aconteceu o Grammy Awards 2017 que contou com uma performance de Beyoncé, na qual a cantora realizou um medley de “Love Drought” e “Sandcasltes”, músicas de seu álbum LEMONADE. Recentemente, foi disponibilizado na internet, o áudio direto de seu microfone durante a apresentação.

Mesmo grávida de gêmeos, sua voz continua fenomenal e Queen Bey prova mais uma vez o motivo de ser tão aclamada e considerada uma das melhores vozes da música atualmente.

Beyoncé venceu duas de nove categorias em que concorria na premiação, a de Melhor Álbum Urban Contemporâneo por LEMONADE e Melhor Clipe com “Formation”, contabilizando agora um total 22 gramofones.






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