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postado por Fernando J. no dia 21.01 arquivado em #beyoncé

Em seu Facebook, Beyoncé compartilhou uma mensagem poderosa em apoio ao Women’s March (Marcha das Mulheres) que acontece hoje, em Washington, com intuito de promover os direitos das mulheres, a reforma da imigração, os direitos LGBTQIA, lidar com as desigualdades raciais, questões trabalhistas e questões ambientais.

“Juntamente com o Chime for Change, elevamos nossas vozes como mães, como artistas e como ativistas. Como #GlobalCitizens, podemos fazer ouvirem nossas vozes e transformar a consciência em ações significativas e mudanças positivas,” escreveu ela.

Cantoras como Cher e Katy Perry estarão presentes na marcha, além disso, há rumores de que Beyoncé também deve participar.


postado por Fernando J. no dia 20.01 arquivado em #beyoncé

Segundo o Gold Derby, Beyoncé pode vencer mais da metade das categorias em que concorre no Grammy Awards 2017. De acordo com os editores do site, é possível que a cantora vença 5 das 9 em que foi nomeada, incluindo a principal da noite, Álbum do Ano, que tem concorrentes como Adele com 25 e Drake com Views. As apostas são as seguintes:

Álbum do Ano – LEMONADE
Álbum Urban Contempôraneo – LEMONADE
Vídeo de Música – FORMATION
Filme Musical – LEMONADE 
Performance Rap/Sung – FREEDON (ft. Kendrick Lamar)

A cerimônia de entrega dos prêmios acontece dia 12 de fevereiro, em Los Angeles.


postado por Fernando J. no dia 19.01 arquivado em #beyoncé

O famoso autor americano Michael Eric Dyson, acabou de lançar seu novo livro intitulado Tears We Cannot Stop: A Sermon to White America (Lágrimas Que Nós Não Podemos Parar: Um Sermão Para a América Branca), onde ele fala sobre as relações raciais nos Estados Unidos.

A obra que chegou nas prateleiras dia 17 de janeiro, apresenta uma dedicatória especial para Beyoncé, Tina e Solange, mulheres negras que foram bem sucedidas em vários meios e empreendimentos e tiveram grande impacto na cultura americana.

Beyoncé Knowles Carter
Amante de pessoas negras, genial e maior artista viva, feminista e humanista global.
Solange Knowles
Amante de pessoas negras, artista incrível, defensora destemida de vulneráveis.
Tina Knowles-Lawson
Amante de pessoas negras, estilista talentosa e filantrópica, matriarca amorosa.


postado por Rafaella Silveira no dia 14.01 arquivado em #beyoncé

Jason Sudeikis revelou durante o programa What Happens Live que Beyoncé surpreendeu seu filho com Olivia Wilde, Otis, ao presenteá-lo em seu aniversário de 2 anos.

“Ela enviou para ele uma foto autografada em seu segundo aniversário, o que é muito adorável,” disse o ator, de 41, ao Andy Cohen na ultima quinta-feira, 12 de janeiro. “Seu segundo aniversário foi uma festa com o tema Beyoncé. Foi ótima.”

Sudeikis disse que Otis nunca conheceu Queen Bey pessoalmente, mas ele tem um apelido hilário pra ela — Beyoncé Boobies.

Wilde, de 32, que deu à luz para Otis em abril no ano de 2014, brincou sobre o amor da família pela Bey durante o programa The Ellen DeGeneres em março.

“Você sabe como muitas mães têm seus iPads, como um show infantil, como um programa apropriado para crianças, tipo o Elmo e tal?” disse ela na época. “Eu não e nós estávamos em um avião e eu precisava — como muitos de vocês sabem — de um brinquedo de distração imediatamente e tudo o que eu tinha eram vídeos da Beyoncé de seu ultimo álbum.”

Mas a obsessão não acaba aqui. Otis uma vez tentou olhar melhor para Beyoncé durante um jogo de basquete em Los Angeles.

“Beyoncé entrou e eu estava sentada muito longe, do outro lado do Staples Center, do lado da corte. E Jason disse, ‘Otis, você viu quem é aquela?'” relembrou Wilde para Ellen DeGeneres. “E ele se sentou e ficou tipo ‘Beyoncé, Beyoncé!’ então ele ficou em pé sobre os joelhos de Jason e começou a gritar ‘Beyoncé!’ e todas aquelas pessoas ficaram tipo ‘O que esse garoto de 2 anos está fazendo?'”

A filha de 3 meses do casal, possui uma conexão com Beyoncé também. Em outubro, foi revelado no Saturday Night Live que eles tiveram que cancelar os planos para o concerto da Beyoncé porque Wilde estava tendo contrações. No fim, era um alarme falso e a pequena Daisy nasceu quatro dias depois.


postado por Rafaella Silveira no dia 10.01 arquivado em #beyoncé

BEYONCÉ: Você está exausta? Eu sei que você tem uma conferência entre pais e professores…

SOLANGE: Sim, na verdade, precisei voar para Filadélfia porque não havia vôos para Nova York. E agora estou dirigindo da Filadélfia para Nova York. Bem, não estou dirigindo, mas…

BEYONCÉ: Você precisou dirigir? Da Filadélfia?

SOLANGE: Sim. Mas não é ruim. É apenas uma hora e 40 minutos.

BEYONCÉ: Meu Deus! Estrela do rock. Bem, é um pouco estranho, porque nós somos irmãs e nos falamos o tempo todo, para estar entrevistando você. Mas estou tão feliz em entrevista-la porque, claramente, sou sua maior fã e estou super orgulhosa de você. Então vamos começar do início. Crescendo, você sempre foi atraída para a moda mais interessante, música, arte. Você foi obcecada por Alanis Morissette e Minnie Riperton e em misturar estampas com suas roupas… quando você tinha apenas 10 anos de idade. Você poderia se trancar em um quarto com seu conjunto de bateria e um gravador e escrever músicas. Você se lembra disso? Claro que se lembra.

SOLANGE: Eu lembro. (ambas riem)

BEYONCÉ: O que mais te atraiu enquanto crescia?

SOLANGE: Eu me lembro de ter tanta perspectiva sobre voz, e sobre como usar minha voz, em uma idade tão jovem — se foi através da dança, poesia ou chegando com projetos diferentes. Eu acho que sempre senti um desejo em me comunicar — Eu tinha muitas coisas pra dizer. E eu aprecio a paciência de todos vocês na casa durante todas essas fases diferentes. Elas nunca foram muito introvertidas, fases tranquilas.

BEYONCÉ: Não, nenhum pouco. (ambas riem) Eu me lembro de pensar, “Minha irmãzinha será algo super especial,” porque você sempre pareceu saber o que queria. E eu sou apenas curiosa, de onde isso veio?

SOLANGE: Eu não tenho ideia alguma, pra ser honesta! Eu sempre soube o que queria. Nós com certeza sabemos que eu não estava sempre certa. (ambas riem) Mas eu me sentava firme, se estivesse certa ou errada. Eu acho que uma parte disso foi ser o bebê da família e ser inflável com isso, em uma casa de cinco, minha voz estava sendo ouvida. Outra parte é que me lembro de ser muito nova e tendo essa voz dentro de mim dizendo que eu deveria confiar em meu instinto. E meu instinto tem sido muito, muito forte em minha vida. E muito vocal e me controla. Algumas vezes eu não escutei, e essas vezes não terminaram muito bem pra mim. Eu acho que todos da nossa família — você e mamãe — são todas pessoas muito intuitivas. Muito que vem através de nossa mãe, ela sempre seguindo seu instinto, e acho que isso falou muito alto comigo em uma idade jovem e me encorajou a fazer o mesmo.

BEYONCÉ: Você escreve suas próprias letras, você co-produz suas próprias faixas, você escreve seus próprios tratamentos para seus vídeos, você ensaia todas suas performances, toda a coreografia… De onde vem essa inspiração?

SOLANGE: Varia. Por um lado, eu preciso ter muita prática. Crescendo em uma casa com uma mestra assim como você mesma definitivamente não machucou. E, até onde me lembro, nossa mãe sempre nos ensinou a estarmos no controle de nossa voz e nossos corpos e nosso trabalho, e ela nos mostrou isso através de seu exemplo. Se ela conjurasse uma ideia, não haveria um elemento dessa ideia em que ela não teria colocado as mãos. Ela não ia entregar isso para alguém. E eu acho que tem sido algo interessante para navegar, especialmente assistindo você fazendo o mesmo em todos os aspectos do seu trabalho: A sociedade rotula uma louca controladora, uma mulher obsessiva, ou alguém que tem a incapacidade de confiar em sua equipe ou de capacitar outras pessoas para fazer o trabalho, o que é completamente falso. Não há como ter sucesso sem ter uma equipe e todas as partes de movimento que ajudam a trazer à vida. Mas eu tenho — e estou sem medo de dizer — uma visão muito distinta, clara de como quero me apresentar e meu corpo e minha voz e minha perspectiva. E quem melhor pra contar essa história do que você mesma? Para esse trabalho especificamente, ele realmente começou com o desejo de desvendar algumas verdades e algumas inverdades. Havia coisas que estavam pesando em mim por algum tempo. E eu fui para este buraco, tentando trabalhar com algumas dessas coisas para que eu pudesse ser um melhor eu e ser uma mãe melhor para Julez e ser uma esposa melhor e uma amiga melhor e uma irmã melhor. A qual é uma parte enorme do porque eu quis que você me entrevistasse. Porque o álbum realmente soa como contar histórias para todos nós e nossa família e nossa linhagem. E ter a mãe e o pai falar no álbum, parecia certo que, como uma família, isso fechou o capítulo de nossas histórias. E as histórias dos meus amigos – todos os dias, estamos escrevendo sobre algumas das micro-agressões que experimentamos, e essa voz pode ser ouvida na gravação, também. A inspiração para esta gravação veio de todas as nossas vozes como um coletivo, e querendo olhar para ele e explorá-lo. Eu estou tão feliz que tenho que tomar meu tempo nesse processo. E o resultado final é realmente gratificante.

BEYONCÉ: Bem, trouxe lágrimas aos meus olhos escutar ambos nossos pais falarem abertamente sobre algumas das experiências deles. E o que fez você escolher Master P para falar no álbum?

SOLANGE: Bem, eu encontrei muitas similaridades em Master P e nosso pai.

BEYONCÉ: Eu também. (risos)

SOLANGE: Uma das coisas que foram muito, muito profundas para mim conversando com o pai é a experiência de a comunidade ter escolhido ele (como um dos primeiros alunos a integrar o seu ensino fundamental do Sul e do ensino médio) — para fazer isso, sair e ser o guerreiro e o rosto disso que é apenas uma quantidade tão incrível de pressão. E evoluir a partir disso e ainda ter o seu senso de independência e ainda ter o seu passo e sua força, e sonhar grande o suficiente para que você possa criar algo a partir do zero acima do que qualquer comunidade, bairro, ou os quatro cantos… Eu me lembro de ler ou ouvir coisas sobre Master P que me lembrou tanto de papai crescendo. E eles também têm uma incrível quantidade de amor e respeito um pelo outro. E eu queria uma voz em todo a gravação que representasse a autonomia e a independência, a voz de alguém que nunca desistiu, mesmo quando era fácil perder de vista tudo o que ele construiu, alguém investiu em negros, investiu em nossa comunidade e nossa narrativa, em capacitar seu povo. Você e eu fomos criadas sendo ditas para não tomar a primeira coisa que viesse em nosso caminho, para construir nossas próprias plataformas, nossos próprios espaços, se eles não estivessem disponíveis para nós. E eu acho que ele é um exemplo tão poderoso disso.

BEYONCÉ: Foi um processo de três anos para criar A Seat at the Table. Você tomou seu tempo, e ainda é tão fascinante para mim a quantidade de produção que você fez pra esse álbum, a instrumentação ao vivo, com você fisicamente, nos teclados, na bateria, produzindo não só os vocais, mas também co-produzindo as faixas. É algo para ser comemorado, para uma jovem mulher ser uma produtora tão forte, bem como um cantora e compositora e artista.

SOLANGE: Obrigada! Uma das minhas maiores inspirações em termos de produtoras femininas é Missy. Eu me lembro de vê-la quando vocês trabalharam juntas e estavam apaixonadas pela ideia de que eu poderia me usar como mais do que uma voz e as palavras. Em meus discos anteriores, eu contribuí para a produção aqui e ali, mas eu sempre tive muito medo de realmente entrar lá e… Eu acho que eu não estava realmente com medo, eu estava realmente confortável escrevendo as músicas. Eu senti como se minhas contribuições como produtora eram o bastante. Mas quando comecei a trabalhar nos sons para esse disco, percebi que eu tinha que criar uma paisagem sonora tão específica ao contar a história. Eu tive essas sessões de jam, e havia buracos que ninguém mais poderia realmente preencher pra mim. Ele realmente saiu de uma necessidade de algo fora do que eu poderia articular e levar alguém a fazer. E era assustador. Foi realmente assustador, e muitas vezes fiquei frustrada comigo e me sentindo insegura porque era novo operar nesse espaço e estar na frente de pessoas nesta idade, aprendendo algo nesse nível. Mas eu me sinto tão grata e animada que há uma nova fase que eu conquistei como artista.

BEYONCÉ: O que o título da canção “Cranes in the Sky” significa?

SOLANGE: “Cranes in the Sky” é na verdade uma música que escrevi há oito anos. É a única música no álbum que eu escrevi independentemente do álbum, e foi um tempo muito difícil. Eu sei que você se lembra daquele tempo. Eu estava saindo do meu relacionamento com o pai de Julez. Nós éramos namorados da escola secundária, e muito de sua identidade na escola secundária é construída com quem você está. Você vê o mundo através da lente de como você identifica e foi identificado naquele tempo. Então eu realmente tive que olhar para mim mesma, fora de ser mãe e esposa, e internalizar todas essas emoções que eu estava sentindo através dessa transição. Eu estava trabalhando através de um monte de desafios em todos os ângulos da minha vida, e um monte de auto-dúvida… E eu acho que todas as mulheres em seus vinte anos foram lá — onde sente que não importa o que você está fazendo para lutar através da coisa que está segurando você de volta, nada pode preencher esse vazio. Eu costumava escrever e gravar muito em Miami durante esse tempo, quando houve um boom imobiliário na América, e desenvolvedores estavam erguendo toda essa nova propriedade. Havia um novo condomínio subindo a cada dez pés. Você gravou muito lá também, e eu acho que experimentamos Miami como um lugar de refúgio e paz. Nós não estávamos lá fora festejando. Eu me lembro de olhar para cima e ver todos esses guindastes no céu. Eles eram tão pesados, uma monstruosidade, e não o que eu identificava como paz e refúgio. Lembro-me de pensar nisso como uma analogia para a minha transição – essa ideia de construir, para cima, para cima que estava acontecendo em nosso país na época, todo esse edifício excessivo, e não realmente lidar com o que estava na nossa frente. E todos nós sabemos como isso terminou. Isso caiu e queimou. Foi uma catástrofe. E essa linha veio até mim porque soou tão indicativo do que estava acontecendo em minha vida também. E, oito anos depois, é realmente interessante que agora, aqui estamos de novo, não vendo o que está acontecendo no nosso país, não querendo colocar em perspectiva todas essas coisas feias que estão nos encarando.

BEYONCÉ: Eu estava com você na semana que antecedeu o seu lançamento, e é o momento mais nervoso para qualquer artista, mas eu sei que foi uma época ansiosa para você.

SOLANGE: Sim. Eu estava eclodindo em colmeias. Eu não podia ficar quieta. Foi assustador. Esta seria uma experiência tão íntima, próxima, encarando você de frente, a maneira como as pessoas me veriam e me escutariam. Uma coisa era fazer o álbum e ter aquelas reservas; Outra foi para terminá-lo e realmente compartilhá-lo. Eu apenas sinto tanta alegria e gratidão que as pessoas têm-se conectado a ele desta forma. A maior recompensa que eu poderia obter é ver as mulheres, especialmente as mulheres negras, falar sobre o que este álbum fez, o consolo que lhes deu.

BEYONCÉ: Tudo certo, garota! (ambas riem) O que inspirou a arte da capa?

SOLANGE: Eu queria criar uma imagem que convidasse as pessoas a terem uma experiência pessoal e de perto — e que realmente falasse com o título do álbum — que se comunicasse, através dos meus olhos e da minha postura, como: “Venha e se aproxime. Não vai ser bonito, não vai ser perfeito, vai ficar um pouco arenoso, e pode ficar um pouco intenso, mas é uma conversa que precisamos ter”. Eu queria assentir para a Mona Lisa e a serenidade, a severidade que essa imagem tem. E eu queria colocar essas ondas no meu cabelo, e para realmente definir as ondas, você tem que colocar esses clipes. E quando Neal, o cabeleireiro, colocou os clipes, lembro-me de pensar, “Oh, esta é a transição, da mesma forma que estou falando em ‘Cranes'”. Foi realmente importante capturar essa transição, mostrar a vulnerabilidade e a imperfeição da transição — esses clipes significam exatamente isso, você sabe? Segurando-o até que você possa chegar ao outro lado. Eu queria capturar isso.

BEYONCÉ: Sua voz no álbum, o tom da sua voz, a vulnerabilidade na sua voz e nos seus arranjos, a doçura e a honestidade e pureza na sua voz — o que inspirou você a cantar neste tom?

SOLANGE: Foi muito intencional que eu cantasse como uma mulher que tinha muito controle, uma mulher que poderia ter essa conversa sem espernear e gritar, porque eu sempre sinto que quando as mulheres negras tentam ter essas conversas, não somos retratados como estando no controle, mulheres emocionalmente intactas, capazes de ter conversas duras sem perder esse controle. Eu realmente não tinha explorado meu falsete tanto em trabalhos anteriores. Como você disse, eu sempre amei Minnie Riperton, e eu amei Syreeta Wright e realmente me identifiquei com algumas de suas canções que ela e Stevie Wonder fizeram. Ela estava dizendo uma merda muito difícil, mas o tom de sua voz era tão doce que você poderia realmente ouvi-la com mais clareza. Eu queria encontrar um meio feliz, sentindo como se estivesse sendo direta e clara, mas também sabendo que esta era uma conversa que eu estava muito no controle — capaz de ter esse momento, de existir nele, de viver nele e ponderar, não espernear e gritar e lutar pelo meu caminho — eu estava fazendo o suficiente disso na minha vida, então eu queria fazer uma distinção clara de mim controlando essa narrativa. Aaliyah também foi uma grande influência e sempre foi. Seus arranjos vocais com Static Major são alguns dos meus favoritos no mundo.

BEYONCÉ: Bem, eu sou muito grata que crescemos em Houston. E eu sei que isso é uma grande inspiração para todos nós: você, eu mesma, minha mãe, meu pai… todo mundo que vive lá. Como você pode descrever crescer na Parkwood, e sobre nossa cidade natal, você carrega consigo?

SOLANGE: Crescer na Parkwood foi tão inspirador porque temos de ver um pouco de tudo. Crescemos no mesmo bairro que produziu Scarface, Debbie Allen e Phylicia Rashad. Então, culturalmente, foi tão rico quanto possível. As pessoas eram quentes. Pessoas foram amigáveis. Mas a maior coisa que eu tirei foi a narrativa. Eu sinto que, no Sul em geral, mas especificamente crescendo em nosso mundo, as pessoas eram contadoras de histórias expressivas e vívidas. No salão de cabeleireiro ou na fila do supermercado; Nunca houve um momento maçante. Eu me sinto tão feliz que tive que crescer em um lugar onde você poderia ser a esposa do pastor, você poderia ser uma advogada, você poderia ser uma stripper ao lado, você poderia ser uma professora — vimos cada tipo de mulher ligar uma experiência comum, que foi que todas queriam ser grandes e todas queriam fazer melhor. E nós realmente nos tornamos mulher por causa disso. E essa é a coisa que eu carrego mais comigo, ser capaz de sair para o mundo e me conectar com mulheres de todos os tipos. Eu estava apenas tendo uma conversa com alguém sobre The Real Housewives de Atlanta, e eu estava dizendo como eu amo esse show e acho que é tão brilhante, porque é a mulher que foi representada na minha infância em Houston. Faz eu me sentir tão em casa.

BEYONCÉ: Quais são alguns equívocos sobre ser uma mulher forte?

SOLANGE: Oh meu Deus, eles são infinitos! (Risos) Uma coisa que eu constantemente tenho que lutar contra é não me sentir arrogante quando digo que eu escrevi todas as canções deste álbum. Ainda não consegui dizer isso. Essa é a primeira vez que eu realmente disse isso, por causa dos desafios que enfrentamos quando celebramos nosso trabalho e nossas realizações. Eu me lembro de Björk dizendo que ela sentia, não importa em que fase de sua carreira, se um homem é creditado em algo que ela fez, ele vai receber o crédito por isso. E, infelizmente, ainda acontece. É algo que eu aprendi muito sobre você, ficando no controle de sua própria narrativa. E, neste ponto, deve ser uma expectativa, não algo que você está pedindo permissão para. Eu sinto que estou me aproximando disso, não assumindo toda a bagagem quando tenho de me defender e dizer: “Não, estou desconfortável com isso”. E eu realmente aprecio você e mamãe sendo exemplos disso, sendo capaz de falar sobre nossas realizações, essas coisas que merecem ser celebradas, sem se sentir tímida sobre isso.

BEYONCÉ: Você tem a habilidade de ver as coisas antes que elas aconteçam que eu nunca realmente vi tão consistentemente em alguém quanto você. Você sempre conhece os novos artistas dois anos antes de eles saírem. Ou os novos DJs ou produtores ou as novas marcas de moda… Como você faz isso?

SOLANGE: Eu provavelmente estou na internet mais do que deveria estar. (ambas riem) Eu não sei. Eu amo conectar as pessoas. Eu amo apresentar pessoas para outras pessoas que estão fazendo um trabalho incrível no mundo. Estou apenas muito na internet. (risos)

BEYONCÉ: Você e Alan — que é meu irmão, seu marido — vocês trabalharam juntos nos visuais para esse projeto, e vocês superaram a si mesmos. Como foi essa experiência?

SOLANGE: A experiência foi uma que vou apreciar para o resto da minha vida. Lembro-me de ter lhe dito anos atrás que eu queria trabalhar com ele, mas eu estava com medo porque eu senti que o nosso relacionamento, pela graça de Deus, é a única coisa que eu posso contar para estar intacto e ser sólido. Quando eu saio no mundo, eu sei que quando eu chegar em casa, eu vou encontrar a paz com ele. E eu não queria nenhuma variável que pudesse interromper isso. E você realmente encorajou isso e disse: “Eu juro, vocês vão ficar bem e provavelmente vão fazer o melhor trabalho que vocês já fizeram por causa da maneira que vocês amam e respeitam um ao outro e a visão um do outro”. E através do processo de fazer esta gravação, toda vez que eu voltava pra casa do estúdio, eu estava realmente esgotada. E foi Alan quem me encorajou e ajudou a me levantar de volta e me deu o discurso do treinador para voltar ao estúdio e começar um novo dia. Então ele conhecia essas histórias melhor do que ninguém. E quando chegou a hora de falar sobre os aspectos visuais do projeto, eu sabia sem sombra de dúvida que ele tinha que ser a pessoa para ajudar a trazer a visão à vida. E ele realmente viu isso através de cada detalhe que ele poderia ter. Só uma pessoa que me ama diria sim para fotografar 21 cenas em uma semana e subir montanhas e literalmente cruzar cachoeiras com equipamento de milhões de dólares amarrado às costas. Começamos com ideias enormes, uma tripulação considerável. Estávamos em dois trailers que dirigimos de Nova Orleans para o Novo México com cerca de dez a quinze paradas ao longo do caminho. E, no final, as pessoas estavam tão cansadas, com razão. Elas estavam irritadas e prontas para ir para casa, com razão. E Alan e eu estávamos dizendo: “Acabamos de começar!” Estávamos talvez um quarto do caminho através do que realmente queríamos alcançar. E apenas uma pessoa que ama você diria: “Vamos voltar para Nova Orleans, alugar um carro, e só você e eu fazemos essa viagem de novo”. Fiquei tão feliz por ter um parceiro no crime, porque a narrativa visual é tão importante, se não mais importante de alguma forma, para a narrativa geral de meus projetos. É realmente uma meditação para mim quando eu estou chegando com esses conceitos e pintando essas imagens – que é uma das poucas vezes que o meu cérebro desliga dessa forma. E Alan estava lá para dizer: “Ei, a luz está se apagando, todo mundo está nos dizendo que não podemos conseguir muita luz na abertura, mas eu acho que é quando a luz está apenas começando. Esta é a cor que o céu precisa ser.”

BEYONCÉ: Certo, agora vou acelerar a rodada… Lady Sings the Blues (1972) ou Mahogany (1975)?

SOLANGE: Mahogany! Sem dúvida alguma. Você sabe, esse é o primeiro filme que Alan e eu assistimos juntos. Esse foi nosso primeiro encontro oficial.

BEYONCÉ: Isso eu sei. Quando você se sente mais livre?

SOLANGE: Quando estou em uma meditação musical.

BEYONCÉ: “No Me Queda Mas” ou “I Could Fall in Love”?

SOLANGE: Isso é tão injusto! “No Me Queda Mas.”

BEYONCÉ: Qual foi a mensagem mais engraçada da nossa mãe que você recebeu essa semana? (ambas riem) Isso é muito pessoal, deixa pra lá. Você tem que amar a mamãe Tina. Como é a sensação de ter a foto de casamento mais narcótica de todos os tempos?

SOLANGE: Oh meu Deus, isso é subjetivo!

BEYONCÉ: O que faz você rir com mais intensidade?

SOLANGE: The Real Housewives de Atlanta.

BEYONCÉ: Sério?! Eu não sabia disso.

SOLANGE: Eu assisto religiosamente, e estou em pontos o tempo todo.

BEYONCÉ: Um dos meus momentos mais orgulhosos como irmã foi quando eu pude apresentá-la ao seu herói, Nas, e você chorou e agiu como uma tola. Fiquei tão surpresa que Senhora Muito-legal-para-tudo estava agindo como um tola. Existe outro ser humano que tiraria essa reação de você agora e se você o encontrou?

SOLANGE: Diana Ross. Com certeza. Eu eclodi em colmeias quando fui ao seu concerto. Alan estava tipo, “Uh, você está eclodindo em colmeias. Acalme-se.”

BEYONCÉ: E, honestamente, crescendo, como me sai como uma irmã mais velha?

SOLANGE: Você fez um trabalho de f***r. Você foi a irmã mais paciente, amorosa e maravilhosa de todos os tempos. Nos 30 anos em que estivemos juntas, eu acho que nós apenas realmente, tipo, demos cabeçadas… podemos contar com uma mão.

BEYONCÉ: Eu estava esperando algo engraçado, mas eu vou considerar. Obrigada.






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